UMA NOVA TERRA SEM UTOPIA E PESSÍMISMO!


IRMÃOS E MUITA LUZ ,FORÇA E "CORAGEM"NA CAMINHADA POR NOSSAS PRÓPRIAS ALMAS!!!

NESTE BLOG VOCÊ VERÁ NÃO APENAS UFOS , MAS TEMAS COMO PROJEÇÃO ASTRAL, CRIANÇAS ÍNDIGO, ARTES, ARTES DOS MESRES, FILÔSOFIA E ESOTÊRISMO APLICADOS Á PRÁTICA E ASSUNTOS QUE CHAMAM A CONSCIÊNCIA REFLEXIVA. DESDE JÁ RECOMENDO A LEITURA DA OBRA DE SAMAEL AUN WEOR E RABOLÚ, AMBOS MESTRES GNÓSTICOS(EM ESPECIAL O LIVRO HERCÓLUBUS DO V.M RABOLU, UM APELO A HUMANIDADE PARA QUE DESPERTE E SAIA EM ASTRAL CONSCIENTEMENTE). Há um link ali em baixo para quem quizer se aprofundar na aventura de conhecer a sí mesmo e aos deuses(delfos)está escrito gnose . ABRAÇOS E A BATALHA!




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TODO SUPER HOMEM , DÁ SUA PRÓPRIA VIDA PELA HUMANIDADE!

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sexta-feira, 4 de maio de 2012

10 ANOS DE MINHA VIDA COM O V.M. SAMAEL AUN WEOR ANTONIO MALDONADO MÉRIDA



Data: 03/05/2012 22:08j
Assunto: Fwd: 10 ANOS DE MINHA VIDA COM O V.M. SAMAEL AUN WEOR ANTONIO MALDONADO >
Oi amigos, repasso na íntegra este e-mail que recebi de um amigo, aqui de Floripa, e que pertenceu ao nosso grupo daqui, fazendo parte muitas vezes do Conselho de Instrutores ou da diretoria. Não sei como ele conseguiu este material, mas vale a pena ler., traz boas lembranças. Talvez vcs já conheçam.y
Um grande abraço. Mary
  m  mlp.ANEDOTAS (Contadas pelo Genro do V.M. Samael e que não constam de outras obras. Frutos da vivência quotidiana dentro da família






1. Fazia 4 anos que o Mestre havia desencarnado, no 4 de dezembro de 1981, sucedeu o doloroso acidente que sofreram meus irmãos Francisco, Gustavo e minha sobrinha, filha do primeiro, em Multajo, perto de Tuxtla Gutiérrez, Chiapas, parte sul do México. Em tal acidente perdeu a vida meu irmão mais novo, Gustavo Maldonado. Ainda vejo, com nostalgia e tristeza, em minha memória, quando o Mestre Samael prognosticava a Gustavo que desencarnaria ao cumprir 33 anos, (ao desencarnar tinha 33 anos e 4 dias). Com sua atual esposa, Cheryl Popejoy, de nacionalidade americana, se deixariam, não teriam família e que ela teria 2 esposos mais, depois regressaria aos Estados Unidos. Me assombrou a capacidade do Mestre para ver o futuro, até a data, já que toda sua profecia se cumpriu com rigorosa exatidão; é claro que não fazia isto com todo o mundo.

2. Em certa ocasião, meu irmão levou à casa do Mestre um amigo, diretor de teatro na cidade de Guatemala, apesar de que se notava não muito crédulo, tinha certo carisma agradável e não era falto de inteligência e discernimento, posto que ao chegar o Mestre deu mostra de reconhecer imediatamente a torrente de sabedoria com a qual se defrontava.
O Mestre, ao inteirar-se de que era diretor de teatro, fez comentários sobre as 4 colunas de toda cultura, em especial a coluna da arte, comentou sobre Shakespeare e sua obra gigantesca, que era o mesmo conde de Saint Germain, etc., e da necessidade da arte para o desenvolvimento do centro emocional superior.
Nosso amigo lhe perguntou sobre o Sahaja Maithuna, que era o que o motivava a conhecê-lo. Em sua resposta o Mestre narrou parte de sua experiência, e que não se começava como Mestre, que ao princípio também havia caído, mas se havia tornado a levantar, até fazer da magia sexual sua atividade sexual normal. Nosso amigo lhe perguntou: E se nossa esposa não quer colaborar? O Mestre lhe disse: Quem quer se auto‑realizar, ela ou tu? Pois eu, respondeu o amigo, o Mestre sorrindo disse: e então?

3. Dois engenheiros, no intervalo de uma conversa disseram: Mestre já sabendo tantas coisas destas, vamos necessitar mulheres especiais, não? O Mestre respondeu: por acaso vocês são algo especial?

4. O Mestre era bastante deficiente para dirigir em veículo, ir com Ele ao centro do D. F. era um atentado contra si mesmo. Dizia a meu irmão Francisco que assim como Ele tinha vocação zero para dirigir carros, meu irmão também tinha zero como organizador, e que no caminho tinha que desenvolver isso, como lhe havia tocado a Ele fazer frente à grande urbe do D. F.
Nos passeios Ele quase não dirigia, mas Osíris, seu filho, ou eu; esses passeios são para mim inesquecíveis, já que era muito esplêndido, abundante, pleno, sem misérias e sem preocupações de nenhuma classe, até nisso refletia sua mentalidade solar.

5. Em sua casa certo dia apareceu quebrada uma xícara de um aparelho que a Mestra, sua esposa, apreciava muito, ninguém dizia nada; Ele simplesmente se dirigiu a Ísis, sua filha mais velha e minha esposa atual, lhe indicou que a recolhesse e a pegasse para que assim meio se solucionasse o assunto. Tudo aquilo sucedeu em um ambiente de amor e compreensão que sempre fluía do Mestre. Todos nos assombramos de que sabia exatamente quem havia sido, sem que ninguém houvesse indicado nada.

6. Estando na Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, parado em umas pedras de sua cúspide que ali estão, me disse de repente: “Tony, estás parado exatamente no centro magnético da era de Aquário”... Eu não percebia imediatamente todo o profundo significado do que me dizia, pela naturalidade em toda sua maneira de ser, mas naquele dia me senti como eletrizado por estas palavras, depois me explicou que a palavra PIRA significa fogo e a MIDE, medida; pirâmide significa: medida do fogo.

7. Com o irmão Hickie (já desencarnado), Venerável Mestre maçom, e minha pessoa como aprendiz, nos aconselhou traçar planos para apresentar o ensinamento aos irmãos maçons, ainda que ele nos dizia: “o que menos gosta aos maçons é a maçonaria”. Com sua assessoria, levamos a informação gnóstica dentro das filas dos irmãos construtores. Dentro de um templo maçom, em suas reuniões, se abaixava quando era necessário explicar bem algum símbolo, como o da pedra, recordo ainda muito bem quando em plena dissertação pôs o pé à pedra bruta não cinzelada, depois passou à outra coluna onde nos mostrou como a base formava a cruz quadrada e a cruz triangular da pirâmide de cima representava o trabalho com a nona esfera, pois a pedra estava cinzelada com nove faces.

8. Depois do almoço, costumávamos dar uma pequena caminhada pelos arredores; era quando me explicava como era que víamos a sombra de um desencarnado em sua casa, pois era uma pessoa que ainda se acreditava viva, porque estava totalmente adormecida e que assim havia morrido. Me dava explicações muito claras e lógicas sobre aparições, espantos e todas essas coisas que as pessoas comentam, de repente parava em meio de seus interessantes comentários, coisa que me tomava de surpresa, pois ainda caminhando ao lado dele, de tão adormecido que estava. Às vezes fazia observações sobre casais de namorados na obscuridade do parque, porque exalavam o odor característico da fornicação, e como em suas auras se exaltava a luxúria ao exagerar suas carícias.

9. Nadando juntos em Acapulco, me deu o conselho de não desperdiçar minhas energias em vão, pois assim me cansaria rápido. É necessário, me dizia, conhecer como se pode trabalhar com as ondinas da água, os espíritos elementais da água. Me indicou que deitasse na água em decúbito dorsal, que me identificasse com as ondinas e que as chamasse mentalmente. Elas me levariam onde quisesse como ele o fazia. Sucedeu tal como me disse já que aos poucos minutos estávamos bem entrados nas águas do mar, bem limpas e longe da contaminação da praia.

10. Quando vivemos em San Luis Potosi nos visitava constantemente. Foi onde disse coisas de importância para suas vidas a três Gnósticos que já não voltei a ver. A um disse que entre treze múmias que haviam em certo lugar no antigo Egito, ele possuía uma que está em uma posição muito especial; este estudante se encontra atualmente retirado da gnose. O segundo, que era um bodhisattva caído, se afastou da gnose vociferando do Mestre. O terceiro era uma mulher que também era um bodhisattva caído, já não sei o que foi de sua vida.

11. Falando sobre o presidente José López Portillo, a quem respeitava muito, nos contou que também era um mestre caído, recomendando-nos ler o livro do ex-presidente, chamado “O Senhor Don Q”. Disse que tem um alto conhecimento esotérico, que possivelmente seja de maior profundidade que os escritos de Gurdjieff. O Senhor Don Q. é a representação de um senhor muito elevado; em sua boca López Portillo põe uma mensagem de grande relevância.

12. Recordo com carinho dos amigos gnósticos de coração que aconselhavam ao Mestre entre broma e broma que corrigisse as palavras que usa em alguns de seus livros como “a mamãe dos pintinhos, o papai de Tarzãn, o filhinho da mamãe, porque eram de muito mal gosto. O Mestre, como homem inteligente, aceitou tal conselho, assim também os desenhos de seu livro “O Parsifal Desvelado” que deixavam a desejar e que não correspondiam à qualidade de ensinamento contido em seu livro. Já isto corrigido apareceu no livro “Sim Há Karma, Sim Há Inferno, Sim Há Diabo” os desenhos do grande artista Gustavo Doré. Juntando seus dedos, os punha no coração e dizia: não sou eu quem os escreve, mas Aquele que está aqui dentro.

13. Que lês, Tony? Me disse uma vez que me encontrou lendo um livro de tipo esotérico. Me empreste por cinco minutos. Eu dei a Ele e quando me devolveu, mais ou menos nesse lapso de tempo, com um comentário bem detalhado e extenso, e até me indicou a página em que havia que fazer uma correção. Não sei como fez, mas realmente me deixou assombrado sua facilidade para assimilar, por meio de seus ultra-sentidos, a informação de qualquer livro. Recordo que em Teotihuacán pegou uma pedra e fechando os olhos nos narrou tudo o que essa pedra havia presenciado ali mesmo.

14. Apesar de que minha família não é gnóstica e sem ter um verdadeiro interesse das coisas ocultas, foi se intrigando pela influência que o Mestre havia projetado na vida de Gustavo, Francisco e minha. Um dia se decidiram a visitá-lo, estiveram três dias em sua casa, depois lhes interroguei sobre sua opinião, ao que meu pai respondeu: é um tipo muito esperto, muito vivo, muito inteligente, mas não me engana com essas bobagens, o que ele quer é tirar dinheiro dos bobos.
Eu ri, sem sentir-me nada ofendido, senão por sua falta de sensibilidade e sua ignorância. Depois perguntei a meu irmão mais velho, que me disse: estando em sua casa, chegaram uns estudantes universitários (ele admirava muito os universitários), que lhe fizeram perguntas dificílimas, mas apesar dos apuros em que o puseram, admito que as respondeu muito bem. Vi que pelo menos nesta vida seria muito difícil de convencê-los de que o Mestre era um mensageiro da Loja Branca, que lhes falava para despertar-lhes a consciência, mas realmente estavam em um profundo sono... As primeiras provas pelas quais todo estudante deve passar quase sempre começam pelo lar.

15. Tratando de encontrar o sentido da saudação gnóstica, “Paz Inverencial”, perguntei ao Mestre sobre seu significado; ele com uma pergunta me respondeu: “Que diz tua intuição?”. Disse que imaginava que era uma saudação reverente ao Ser de outro gnóstico. Me indicou que estava bem, mas queria dizer PAZ INTERIOR, era a mesma saudação de Cristo que está na Bíblia como “paz convosco”. Continuou comentando sobre as grandes expressões como o “eu sou”, da corrente que dirige o Conde de Saint Germain, ou o “Om mani padme hum”. “Tat Twam”. Assim isso tu és; o “innasti paro dharma” dos teósofos. Não há religião mais elevada que a verdade ou o Ashram de Sivananda: “Hari Om Tat Sat”. Comentou sobre a língua Watam, sua musicalidade, por exemplo, um muito utilizado no Tibet: “Sarva Mangalam! Kubam Astu! Sarva Gatam!”.

16. Três animaizinhos compartiam nosso dia a dia: um cachorro chamado “canicas”, um gato chamado “misifuz” e um papagaio chamado “patojita”. Este último acompanhava o Mestre em seu escritório quando me punha a ler algum capítulo que havia terminado de escrever; repetia a última palavra de cada ponto e aparte, o qual nos fazia rir. Explicou que ninguém na casa entendia o papagaio, por sua simplicidade, que para entendê-lo era necessário ser simples.
Me fez compreender porque ele dizia em seus livros a frase “animal intelectual equivocadamente chamado homem”. Há pessoas – dizia – com cabeça de papagaio, corpo de macaco e cavalgam sobre um porco, isto é, são faladores sem sentido, inconstantes e dão satisfação a seus instintos. Há que cavalgar sobre um corcel majestoso e melhor se for alado, ser homem com continuidade de propósitos e melhor se conseguir as asas do anjo e levar na cabeça a mentalidade da águia, e melhor se é a pomba do Espírito Santo. Me abriu a visão para ver em cada animalzinho um guia: observa ao “canicas” é manso, leal, carinhoso; com isso ganha sua comida. Ao “misifuz”, como consegue um perfeito relaxamento. Falou sobre o grande poder que têm no interno os gatos; em um de seus livros narra uma emocionante experiência com este gatinho, a qual não é necessário detalhar.

17. Um Domingo, fomos em família às grutas de Cacahuamilpa, no Estado de Guerrero. Ao chegar, se muniu de um bom bastão e tal como faz um guia de turistas, Ele com sua sabedoria ia nos explicando a importância que tinham as cavernas no organismo planetário, sua formação, sua relação com os espíritos elementais da natureza, de como as ondinas da água escreviam com as gotas da água a história da terra, deixando-a gravada na bela geometria das estalactites e estalagmites, cada forma geométrica era uma mensagem, um detalhe de um incidente em seu grande processo geológico. É impossível narrar toda sua dissertação detalhadamente, creio que para todos os participantes foi uma ocasião memorável, todos ao sair das grutas levávamos a sensação de toda uma eternidade, a sensação de haver estado em contato com algo realmente extraordinário. No interior havíamos feito uma cadeia dirigida pelo Mestre que nos indicou que nesse mesmo lugar, na 4ª dimensão, se encontrava um templo da loja branca, em estado de jinas, ao que nos fez passar enquanto realizamos uma prática de concentração.

18. Em uma das visitas que me fez a San Luis Potosi, depois do almoço nos sentamos na sala. Começou a me olhar em silêncio. Com as pessoas que tenho verdadeira confiança, posso permanecer em silêncio sem nenhum problema, apesar disso me deu certa inquietação ele continuar olhando-me em silêncio; sentia seu olhar estranho, que ia até meus mais recônditos segredos. Continuávamos em silêncio, eu baixava a vista e me fazia um pouco de bobo; como ele continuava olhando-me, meu incômodo aumentava, não poderia dizer com exatidão quanto tempo ficamos assim. Em outras ocasiões, já havia estado em silêncio com ele, caminhando, ou em um parque, ou em meditação, mas daquela vez o ambiente estava carregado de uma vibração indefinível, muito especial. Creio que isso deve sentir o rato quando está nas mãos do gato ou o passarinho que foi hipnotizado pela serpente, o fato era que me sentia em um estado muito estranho... Ao fim de tão prolongado silêncio, me dirigiu estas palavras: “Tony, perdestes a oportunidade de conhecer meu divino Daimon”... Em meu interior pensei: “agora sei a razão porque me sentia tão inquieto e pressionado”. Foi uma vivência realmente desconhecida, impressionante, que me infundiu muito respeito, porque compreendi a classe de Ser com o qual compartilhava minha própria casa.

19. Quando me casei com sua filha Ísis, me falou bastante sobre o que Ele dizia serem os três acontecimentos mais transcendentais da vida do ser humano, a saber: o nascimento, o casamento e a morte; cada um tem sua própria transcendência e importância na vida do homem. O nascimento abre as portas a uma nova oportunidade ao Ser para que realize sua obra. O casamento confirma e afiança o trabalho que haverá de realizar-se. A morte pressupõe as contas do que se fez.

20. Em certa ocasião, nos encontrávamos com o Mestre e sua esposa (Venerável Mestra Litelantes), minha esposa Ísis e uma de minhas filhas, recém nascida, em um supermercado instalado na área onde vivíamos. Como era difícil dedicar atenção ao cuidado da criança e fazer as compras ao mesmo tempo, decidi ficar com ela nos braços no carro, no estacionamento. Repentinamente, senti um profundo sono com minha filhinha nas pernas. Logo os dois dormimos profundamente. Quase de imediato me vi em observação e companhia de uma bela jovem que chegava dos Estados Unidos, para visitar uma pessoa muito especial e querida para ela. Sua grande surpresa de ver que tal pessoa já havia falecido foi para ela uma experiência de grande dor, que se impregnou em sua consciência.
Pude vê-la derramando lágrimas com grande amargura diante da tumba de seu avô. Sua grande dor por não havê-lo encontrado, por haver estado separada dele, veio a se refletir nesta vida também, já que quando o Mestre regressou das compras do mercado, com minha esposa e minha sogra, me explicou que o que havia visto era um evento da vida passada da menina, quando ele também foi seu avô, e como através dos séculos sempre se haviam identificado com o grande carinho que tinham um pelo outro.
Quando o Mestre faleceu, a menina, que agora já conta com 22 anos, tinha apenas 3 anos e para surpresa de minha esposa e minha, ela se encheu de lágrimas, chorando desesperadamente, insistia em querer ver seu avozinho, e eu tive que enganá-la dizendo que ele estava dormindo. Foi tanta sua insistência de querer convencer-se de que o que lhe dizia era certo que a avó me disse que a levasse até seu corpo inerte e quando o viu se tranqüilizou. Mais adiante, ao não vê-lo mais, tivemos que dizer que seu avozinho havia ido para o céu, ao que ela, com a inocência de sua idade, insistia em que lhe mostrasse como ir a esse lugar para poder estar com ele.

21. O dia que esta criança nasceu, o Mestre a esperava com grande amor. Os dois estivemos muito inquietos enquanto nos anunciavam sua chegada. Seu nome, Neith, foi sugerido por ele, como o de quase todos os meus filhos. Minha esposa Ísis ficou três dias em um hospital localizado na área que se chama Cidade Satélite, no Estado do México.
Como o Mestre vivia no D. F., era um pouco longa a viagem para visitar diariamente a sua filha, mas não obstante esteve ali todos os dias. Recordo que sua habilidade para dirigir não era muito convincente; eu sabia que as coisas do mundo eram para ele mais difíceis que o normal, porque como me explicava, era muito difícil para ele estar aqui conosco, já que pertencia normalmente a outras dimensões. Enfatizava sua afirmação dizendo-me que nós éramos ao revés, porque nos custava muito trabalho estar nos mundos internos de consciência cósmica.
Era fácil entender o porquê de sua inadaptabilidade para dirigir seu carro. Chegando para visitar minha esposa, num desses dias acabou perdido procurando o hospital. Sua espera se fazia longa, inexplicável e desesperante, já que ao falar por telefone com sua casa sabíamos que há muitas horas havia saído com esse rumo. Por fim apareceu com minha sogra, que por certo se notava um pouco incomodada de tanto procurar o lugar que não era muito difícil de encontrar. Ao perguntarmos o que havia sucedido, a avó nos explicou o assunto, ao que o Mestre, com certa vergonha, acrescentou: porém, conheceu Satélite, não?
Depois deste evento o avô nos predisse que em mais um ano chegaria outra criança, que já conhecia internamente, pois já havia estado brincando com ela. Atualmente (Herzeleide) tem 21 anos e nasceu no mesmo dia que a irmã, com a diferença de um ano, no mesmo hospital. Mas então o avô já havia memorizado bem como chegar ao lugar.

22. Minha esposa, Ísis Gómez, tem muitas histórias para contar, mas relatarei umas poucas das quais ela me contou de quando eram crianças; se faz evidente que o Mestre era como o Cristo, que praticava o que predicava.
Conta minha esposa Ísis que quando eram pequenos, ele passava nove dias em jejum no Summum Supremum e era ela a encarregada de levar-lhe água ou suco para que pudesse continuar sua disciplina imposta por ele mesmo; ela ainda não entendia porque ele fazia isso.

23. Quando a senhora sua mãe, a Mestra Litelantes, ia ao mercado fazer compras, ela via um cãozinho branco que a seguia, ao regressar dizia a meu pai: “Velho, não me enganas, esse cãozinho branco era você”. Ele respondia: “Sim, negra, esse era eu” e continuava escrevendo tranqüilamente.

24. Quando vivíamos na Colômbia, de forma humilde, Ele teve de fazer-se de médico naturista junto com minha mãe, ler mãos, e assim foi introduzindo a Gnose até formar um grande Movimento Gnóstico Internacional.

25. Quando seus filhos eram criancinhas, e ele não era muito partidário de que fossem à escola, dizia à minha mãe (a Mestra Litelantes): “vou fazer a escolinha Gómez”. Comprou giz, quadro-negro, cadernos e lápis; assim começou a dar-nos aulas todas as tardes, nos ensinou a tabuada de multiplicar. A quem sabia bem a tabuada dava 20 centavos.
Na Serra Nevada da Colômbia me ensinou as primeiras letras, com um carrinho que tinha dados com o abecedário. Me mandava dar uma volta e que fosse repetindo a letra que me correspondia aprender. Ele ficava sentado em uns troncos estudando algum livro. Na hora de dormir terminava o dia contando-nos contos das Mil e Uma Noites.

26. Era feliz comendo com os indígenas em seus pratos de barro e colheres de pau, comidas raríssimas; ao vê-los, e como havia ouvido que eram maus, me enchia de medo e me fechava no quarto de meus pais e só meu pai podia convencer-me a sair ou abrir a porta.
Quando fazia alguma prática demonstrativa para os irmãos gnósticos, me puxava e me levava em corpo físico, de um lado a outro. Agora compreendo que eram práticas em estado de jinas, porque perguntava aos irmãos se haviam percebido, eles respondiam que sim.

27. Quando escreveu o livro “O Matrimônio Perfeito”, os fanáticos católicos fizeram que passasse uma boa temporada entre as grades. Uma de tantas noites se apresentou em astral em casa e deu uma palmadinha em minha mãe, me cobriu com os lençóis e olhou amorosamente à pequena Hypatia. Minha mãe balbuciou algumas palavras, assombrada de sua visita. Por essa época vivemos na Serra Nevada de Santa Marta, Colômbia, perto do Summum Supremum Santuarium, Templo de Mistérios que já entrou na quarta dimensão. Foi então quando escreveu o pequeno livro que se chama: “Apontamentos Secretos de um Guru”. Ainda na cadeia aproveitou o tempo para cumprir com sua grande missão.

28. Certa vez me contou que ao acercar-se à idade de 30 anos, sentiu uma profunda preocupação interna por estar tão identificado com as coisas do mundo e não haver iniciado seus trabalhos esotéricos em forma séria ainda. Essa noite decidiu visitar um bar pela última vez, para iniciar um rompimento com toda a ordem de coisas estabelecidas. Bebeu até a saciedade e se inundou das baixas vibrações que produzem esses ambientes, tudo fez consciente e com o firme propósito de não voltar a incorrer nesses erros que dá o álcool e suas conseqüências.
Nunca jamais voltou a esses ambientes, nem voltou a caminhar por esses maus caminhos. Pôs fim a uma ordem de coisas antiquada.
Penso que em qualquer dia de nossa vida, devemos provocar essa mudança na ordem de coisas em que nos encontramos, e definir nosso destino com uma nova atitude encaminhada para o despertar da consciência.

29. Estranhava muito ver em todos os seus livros as palavras Buddha Maitreya Kalki Avatara e uma vez lhe perguntei seu significado, ao que ele me explicou o seguinte:
“Kalki Avatara” é certamente o Avatara para a idade do Kali Yuga, na era de Aquário. A palavra Avatara significa Mensageiro. Inquestionavelmente, entenda-se por mensageiro quem entrega a mensagem, e como me correspondeu o labor de entregar tal mensagem, por ordem da Loja Branca, sou chamado mensageiro, em sânscrito: Avatara.
Mensageiro ou Avatara é, em síntese, um recadeiro, é o homem que entrega um recado, um servidor ou servo da grande obra do pai. Que esta palavra não se preste a equívocos: está especificada com toda claridade.
Sou, portanto, um criado, servidor ou mensageiro que estou entregando uma mensagem. Alguma vez dizia que sou o portador de uma carga cósmica, posto que estou entregando o conteúdo de uma carga cósmica.
Assim, a palavra Avatara não deve conduzir-nos jamais ao orgulho, pois somente significa isso e nada mais que isso: recadeiro ou criado ou mensageiro, um servidor simplesmente, que entrega uma mensagem e isso é tudo... Quanto aos termos Buddha Maitreya, pois há que analisá-los um pouquinho a fim de não cair em erro, o Buddha Íntimo é – diríamos – o Real Ser Interior de cada um de nós.
Quando o íntimo Real Ser Interno de alguém conseguiu propriamente sua auto‑realização íntima, é declarado Buddha; o termo Maitreya, no individual, representaria um Mestre chamado Maitreya, mas do ponto de vista coletivo, entenda-se por Buddha Maitreya, no sentido mais completo da palavra, qualquer iniciado que tenha conseguido cristificar-se e isso é tudo.

30. A intenção de meu pai era dar o conhecimento gnóstico porque ninguém se havia atrevido a entregar o grande ensinamento, mas ele disse: custe o que custar, eu entrego o Grande Arcano: se vou para a prisão, vou por algo sagrado.
Foi quando escreveu “O Matrimônio Perfeito”, na maior pobreza. O livro foi escrito no chão, porque não tinha com quê ter uma mesa. Ele começou no chão e as últimas páginas escreveu sobre uma caixa de sabão, dessas de madeira.
Ele se dedicava a vender medicinas e tratava os enfermos com plantas, e com isso começaram meus pais a levantar nosso lar e na casa entregava o conhecimento da Gnose. Depois nos dedicávamos a viajar, nunca estávamos em um mesmo lugar, passamos muitos sacrifícios...

31. Depois de sua morte sucederam fatos nos quais senti palpavelmente sua ajuda. Como quando nos encontrávamos no aeroporto Internacional da cidade do México em fila de espera depois de 50 pessoas, nas mesmas condições, nossas passagens eram de um dia anterior, nos encontrávamos sem dinheiro, não tínhamos nem aonde ir para dormir, nem regressar. Era pois um apuro sério. Minha esposa Ísis e eu nos pusemos a orar, pedindo-lhe ajuda, com muita fé e um pouco de angústia... Grande foi nossa surpresa quando a senhorita nos disse que havia arrumado as duas passagens, nos chamaram pelo alto-falante, subimos com as malas e as crianças adormecidas para encontrar exatamente os lugares que necessitávamos. Para nós este foi um grande milagre.

32. Encontrando-nos em um povoado entre Estados Unidos e México, esperava um dinheirinho que me cobrava um amigo nos Estados Unidos; como soube que estava dedicando-se ao vício do álcool, falando francamente posso dizer que me encontrava sem dinheiro para a comida do dia seguinte. Invocando e orando ao Venerável Mestre, me dirigi a Los Angeles, Califórnia, passei duas horas amargas esperando que alguém fizesse o favor de levar-me; ao fim uma pessoa compassiva me levou até onde ia. Ao chegar a este bom amigo vi em sua mesa uma carta com meu cheque de $ 272,00 dólares; rapidamente o cobrei, regressei até minha esposa levando-lhe uns franguinhos que estavam deliciosos, paguei o hotel.
Nos dirigimos a alugar um apartamento que nos haviam avisado que estava vazio, mas quando chegamos a dona já o havia dado a outra pessoa; nos pusemos a invocá-lo mentalmente pedindo seu auxílio. Foi algo estranho que ao terminar de chamá-lo, a senhora dona nos indicou que havia mudado de opinião e que o dava a nós. Ainda havendo chegado o outro senhor, a quem o havia dado anteriormente, a senhora dona não mudou de opinião. É por isso que minha esposa diz sempre: meu pai me disse que não me abandonaria e eu estou segura que sempre estará conosco.

33. O trabalho do Mestre para cumprir com sua grande missão sempre foi muito difícil. Recordo que quando o conheci me assombrou começar a compartir suas maravilhosas conferências em forma humilde com um pequeno grupinho com o que nos reuníamos duas vezes por semana. Uma vez ao mês celebrávamos os rituais gnósticos e a cada semana a repartição do pão e o vinho, que nomeava como a unção gnóstica. Em certa ocasião nos explicou a investigação que realizou nos mundos internos de consciência cósmica acerca desta maravilhosa cerimônia, que transcrevo para conhecimento de todos os estudantes. Nos falou dizendo o seguinte:
“É necessário saber, meus caros irmãos, o que significa realmente a unção gnóstica. Em certa ocasião encontrando-me nos mundos superiores de consciência cósmica, especificamente no mundo de Atman, além do corpo, das emoções e da mente, penetrei em um precioso recinto, iluminado por uma luz tão clara que não fazia sombra por nenhuma parte. Tal luz tinha vida em abundância, não provinha de nenhuma lâmpada.
Um grupo de irmãos ali reunidos ante a mesa sacra realizava esta unção gnóstica e partia o pão e bebia o vinho. Do alto, do mundo do Logos, descia até a mesa do banquete pascal, a força crística como átomos divinais de altíssima voltagem que se acumulavam nesse pão e nesse vinho. A música das esferas ressoava maravilhosamente no coral do infinito.
Depois, desci para atuar no mundo Búdico ou Intuicional, nessa região inefável onde os mundos comungam sob a palavra de ouro do demiurgo arquiteto. O salão resplandecia glorioso. Os irmãos, em seu veículo Búdico, ou Intuicional, para falar em uma linguagem mais simples, diríamos em sua alma de diamante ou Vajra Sattva, como dizem os hindus.
Continuavam em seu rito inefável, dentro das celebrações deliciosas da Sexta-feira Santa. Partiam o pão e bebiam o vinho e oravam. A força crística que no mundo de Atman se havia acumulado dentro do trigo e do fruto da videira, desciam agora até o grande mundo Intuicional ou Búdico, para acumular-se também dentro desse Santo Graal e nesse pedaço de pão que representa a carne do bendito Logos do Sistema Solar.
Ao continuar com minhas investigações, desci ao mundo das causas naturais. Ali onde o passado e o futuro se irmanam em um eterno agora. Onde tudo flui e reflui, vai e vem, sobe e desce.
Ao penetrar no delicioso recinto, encontrei aos mesmos irmãos no mundo causal. Desta vez revestidos com o manas superior de que falam os teósofos, isto é, atuando como almas humanas.
E a luz deliciosa do Logos, que havia descido da escadaria inefável dos mistérios, desde o Atman até o Budhi, agora tomava forma e se cristalizava entre as ondas divinais do vinho da ânfora do mundo das causas naturais. Era de admirar-se, era digno de ver-se, esse poder logóico e esses átomos crísticos de altíssima voltagem incrustando-se no pedaço de pão.
O panorama glorioso do Logos no mundo de Tipheret resplandece com os ritmos do Mahaván e do Chotaván, que sustentam o universo firme em sua marcha. Desejoso de continuar com essas investigações, queria saber ainda algo mais sobre o sacro oficio.
Desci ao mundo da mente cósmica. É óbvio que dentro daquele recinto no mundo do manas inferior, ainda entre os mesmos esplendores deliciosos e inefáveis de Atman, nem os reflexos de Budhi, nem o delicioso brilho do Manas Superior ou mundo causal, havia empalidecido todo, mas ainda se sentia ali o sabor do Logos.
Dentro do santuário sacro, na mesa do banquete pascal, estavam o pão e o vinho. Continuavam os irmãos com seu rito, partindo o pão para comê-lo e beber na ânfora sacra. Lá de cima, do mundo de Urânia, do mundo do Paracleto universal, representado tão vivamente pelo cisne Kalahamsa que voa sobre as águas da vida, desciam as forças crísticas, pela luminosa escadaria de Atman, do Budhi, do Manas superior etc., até cristalizar totalmente no pão e o vinho dentro do mundo da mente.
Ali não terminaram minhas investigações, queria continuar, e revestindo-me com o corpo sideral ou corpo kedsjano, como se diz esotericamente, entrei no santuário astral. Os esplendores diminuíram ainda mais. As flores deliciosas do grande alaya do universo diminuíram notavelmente. As harmonias do diapasão cósmico antes ressoavam como um milagre bendito no cálice de cada flor do mundo de Atman, ou do Budhi e do Manas superior, agora se haviam eclipsado lamentavelmente. Mas continuava o ritual dentro do templo e os átomos crísticos, descendo da região inefável do Maha Choham, cristalizavam também no pão e no vinho da transubstanciação.
Um passo mais e entrei na região do lingam sharira dos teósofos, nessa quarta vertical onde somente podemos mover-nos com o corpo vital, e quando este tenha sido devidamente estigmatizado, traspassado completamente pela lança. Ao penetrar no recinto da quarta vertical, vi os mesmos irmãos celebrando seu ritual. As vibrações resplandecentes do Logos tomavam forma ali para o grande banquete.
Um esforço mais e consegui assomar-me ao mundo meramente físico. Então, com assombro místico descobri o insólito. Sete irmãos no total, cheios de verdadeira adoração, celebram com seu corpo físico o ritual, o mesmo que nestes instantes vamos celebrar.
E esses átomos crísticos que haviam descido do Paracleto Universal através das escadarias luminosas das diversas regiões do cosmos infinito, coagulando-se, cristalizando no pão e no vinho do grande banquete, passavam definitivamente aos organismos físicos para incitar todos os átomos orgânicos ao trabalho da cristificação, para impulsiona-los com seu dinamismo, com seu verbo, para alimentá-los dentro das harmonias universais, para impulsiona-los em forma séria para a auto‑realização.
O conjunto de átomos deuses que constituem o organismo e que obedecem ao átomo Nous, que está no coração, tremem de emoção quando os átomos do Logos Solar, coagulados no pão e no vinho, penetram no organismo para nossa cristificação. É óbvio que necessitamos uma ajuda crística e ela vem a nós com a santa unção gnóstica. Nós somos débeis criaturas que devemos pedir auxílio ao Logos. Obviamente, este vem com o pão e o vinho.
Por isso foi que o Grande Kabir disse: “O que come a minha carne e bebe o meu sangue terá a vida eterna e eu o ressuscitarei no dia póstero. O que come a minha carne e bebe o meu sangue mora em mim e eu nele. Dizendo isto, meus queridos irmãos, oremos...”
Para finalizar, narrarei algo que me aconteceu quando o Mestre já se encontrava desencarnado. Na república de El Salvador, me encaminhava a vender uns cassetes de suas conferências gravadas aos gnósticos salvadorenhos, me acompanhava seu filho mais velho, Imperator.
Ele bateu em um carro que estava parado, fui projetado para frente, quebrando o vidro dianteiro com a cara, fazendo uma grande ferida na testa. Estava sangrando pelo nariz, atarantado com a vista anuviada pelo sangue; Imperator, mancando, foi buscar ajuda, coisa que não pôde porque ficou a meio caminho.
Em meio à minha turbação, ouvi a voz de uma pessoa, que até agora nunca soube quem foi, e que me disse: “Não te preocupes, eu te conheço, te levarei a um lugar seguro”, continuou falando dando-me alento, enquanto me levava ao hospital. Não podia vê-lo pelo sangue que corria por meus olhos. Logo me vi em uma cama, me fizeram uma cirurgia que durou quatro horas.
Durei uma semana convalescente, na metade dessa semana senti uma noite aproximar-se de mim uma pessoa com sapatos de borracha, só percebia sua presença, acreditava ao princípio que era a enfermeira, mas logo compreendi que era uma entidade espiritual.
Comecei a sentir a presença do avô, o calor de sua mão e seus costumeiros passes magnéticos em minha cara, até que já não senti nenhuma dor nem mal-estar; estando cheio de júbilo interno, agradeci tão grande oportunidade e, enquanto se afastava, minha alma se encheu de humildade e de uma paz que excede a toda explicação com palavras.
Não é em minha memória, mas sim no coração onde tenho gravadas com caracteres indeléveis as vivências cotidianas. Recordo sua saudação de Paz Inverencial, o qual fazia com muito entusiasmo. Suas “boas noites” tão cheias de identificação pela tarefa realizada juntamente, e por muitas coisas mais, pois cada convivência era um evento por si só cheio de sua natural sabedoria e saturado do transcendental de suas palavras.
De instante em instante com sua relação existia a bela possibilidade de um desenvolvimento harmonioso da consciência. A lembrança desses anos estimula em minha alma esse anelo íntimo por continuar trilhando o sendeiro difícil que conduz à liberação final, à luz ou ao som primordial.
Poderia encher este pequeno livro de muitas histórias mais que me escapam, mas creio que isto é suficiente para exemplificar o ensinamento gnóstico. O realmente importante não é o que eu guardo com essas lembranças, mas o que seja capaz de realizar com isso e o que possa ser de utilidade para cada pessoa que leia estas linhas.
Somente assim, com essa força em nosso interior, poderá fazer chegar a luz às espessas trevas que cobrem atualmente o mundo que é nosso lar no grande concerto dos mundos infinitos de nossa galáxia.
O princípio é igual ao fim, mais a experiência do ciclo. Estou agora igual que ao princípio, com minha personalidade atual, a mesma essência através de minhas vidas com certa experiência e minhas circunstâncias, ou meu acumulado karma. E assim como o atleta com bom treinamento pode ganhar uma medalha ou um troféu, estou treinando para levar esse troféu no ginásio que me dá a própria vida, como é meu próprio lar, meu trabalho material, meu mundo.
Onde exista um Mestre haverá um discípulo, onde exista uma meta haverá um anelo por realizá-la, nisso se involucram valores como a verdade, a harmonia, a beleza e toda virtude que se resume no summum da sabedoria, que é o amor.
Compreendo que tenho uma grande responsabilidade comigo mesmo pela grande oportunidade em que meu ser me colocou. Ao visitar os lumisiais onde se dá o ensinamento, percebo o grande interesse com que me perguntam acerca dos anos que convivi com o Mestre e a inquietude de conhecer como é um Ser de seu nível de consciência.
Se pode descrever com palavras a experiência que eu vivi e captei através de anedotas que palidamente descrevem o que foi um Ser como o Mestre, mas conhecê-lo verdadeiramente implica viver seu ensinamento.
Ao escrever estas letras sinto a mesma alegria que experimento quando ouço os cassetes de algumas conferências que gravei quando o acompanhei em suas viagens e terceiras câmaras. Me alegra muito que os missionários tenham esse material didático, que é prova de que em algo servi ao Venerável Mestre.
Em todo lugar onde viva sempre estarei em contato com a grei gnóstica. Não estou na ação de divulgação do ensinamento, mas desejo a todos o maior dos êxitos em seu nobre labor.
Que atem a sua carreta de trabalho aos dois bois do discernimento e do desapego, que não seja um assunto competitivo nem de dinheiro porque isso suja a pureza da Gnose. A iniciação não se alcança por grupos, porque é um assunto individual de muito anelo e amor por nosso trabalho pessoal.
Não disse nada de novo nem nada transcendente. Só é meu desejo cooperar em alguma forma com os que trabalham por canalizar a carga cósmica que o Mestre depositou em nosso planeta.
Quero aprender a amar meus semelhantes, como nos ensinaram os grandes iniciados. Anelo verdadeira­mente transformar-me.
Sinceramente convido a todos os que estão na luta a que constituamos o exército de que tanto falou nosso Mestre.
Só me resta repetir o que disse na introdução deste pequeno trabalho.
“Que vosso Pai que mora em segredo e vossa Divina Mãe Kundalini os bendigam. Paz Inverencial


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